sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Nossos problemas tão pequenos diante da grande tragédia

 

Leitores me pedem para escrever sobre a terrível tragédia do Haiti e a morte de Zilda Arns, mas confesso a vocês que nestas horas me dá uma tristeza tão grande que nem sei o que dizer. Qualquer palavra fica parecendo pouca e pobre diante das imagens bíblicas que chegam de Porto Príncipe e do tamanho da obra interrompida da criadora e animadora da Pastoral da Criança. Mas não dá para falar de outro assunto.

Crédito: Reuters

Crédito: Reuters

O que dizer diante da foto, de autoria de Eduardo Munõz, da agência Reuters, daquela expressão de desespero do homem carregando no colo a filha morta, que resume a impotência humana frente ao destino reservado a cada um de nós?

Mais de trinta horas após o terremoto que abalou o pequeno e frágil Haiti, o país mais miseravelmente pobre das Américas, ainda procuro uma explicação para tanta desgraça acontecer tantas vezes no mesmo lugar, e não falo só dos desígnios da natureza.

Já tinha viajado por meio mundo e conhecido o sofrimento de povos africanos, mas fiquei chocado ao ver as condições de vida dos haitianos quando estive em Porto Príncipe, em 2004, acompanhando a comitiva do presidente Lula e a seleção brasileira de futebol que lá foi jogar em caráter humanitário para levar um pouco de alegria àquela gente já quase sem esperanças de uma vida melhor.

Vocês não podem imaginar a festa que foi a chegada da seleção a Porto Príncipe naquele dia. Desde o aeroporto, as ruas estavam tomadas pela multidão, pessoas cantando e gritando, se jogando em cima do ônibus dos jogadores, parecia que a cidade toda tinha descido os morros para ver se os seus ídolos existiam de verdade.

Ficamos todos com lágrimas nos olhos ao ver o brutal contraste entre a euforia daquela gente magra e mal vestida, e a realidade do esgoto correndo a céu aberto pelas vielas, a sujeira por toda parte, os barracos ameaçando despencar de tão precários. Nunca tinha visto pobreza igual na minha vida, mas ainda assim eles festejavam, riam, se abraçavam, levantavam crianças no colo para mostrar seus únicos troféus.

Por isso, Zilda Arns estava lá, como esteve em tantos outros países pobres para minorar o sofrimento causado pela fome e pelas doenças endemicas nas crianças e suas famílias abandonadas pelo mundo. Por isso, estavam lá os militares brasileiros a serviço da ONU, tentando conter a violência provocada pelo desespero, resgatar um mínimo de dignidade no convívio humano.

As vidas de dona Zilda e dos 15 militares mortos no terremoto não foram vividas em vão. Meu velho amigo Carlito Maia costumava dizer que conhecia dois tipos de gente: os que vieram ao mundo a serviço e os que vieram a passeio. Estes bravos brasileiros, com certeza, vieram a serviço de um mundo melhor para todos, não estavam preocupados apenas com eles, com as pequenas disputas de poder e glória, com o acumular cada vez mais em meio a tanta gente que não tem o mínimo para a sobrevivência.

Diante de todas estas imagens dramáticas mostradas sem parar pela televisão, milhares e milhares de sobreviventes que perderam suas famílias, suas casas e o chão, caminhando de um lado para outro sem rumo, dormindo na rua, encostados uns nos outros, de uma hora para outra todos os nossos problemas, nossas crises reais ou não, nossos apegos, desejos, dúvidas, planos, tudo fica tão pequeno, tão besta, que é hora mais uma vez de pensarmos no sentido mesmo da vida, no que estamos fazendo ou deixando de fazer aqui na terra.

Só no dia em que tivermos mais pessoas a serviço e menos a passeio será possível não vermos mais cenas como as do Haiti, antes e depois do terremoto, onde a ajuda humanitária que agora está sendo enviada de todo mundo para Porto Príncipe poderia ter vindo muito antes. Com terremoto e tudo,  o sofrimento teria sido certamente muito menor. Pena que não tenhamos mais homens e mulheres como Zilda Arns. Quem se habilita? Ainda é tempo, sempre é tempo…

Que País é esse?

Vereadora Tereza Nelma Homenageia Zilda Arns

 

    A vereadora Tereza Nelma (PSB) vai homenagear a médica e presidenta nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, com uma sessão especial na Câmara de Vereadores de Maceió, logo após o recesso. Tereza disse que Zilda, a personalidade que mais protegeu as crianças pobres no Brasil, morreu defendendo seu ideal humanitário e cristão, estimulando a solidariedade às crianças do Haiti.

    “Que belo exemplo ela deu. Zilda também se preocupou com as crianças alagoanas, esteve em nosso Estado ampliando o trabalho da Pastoral da Criança. Seu exemplo deve ser reproduzido, pois não podemos compactuar com o abandono, a violência, a exploração no trabalho ou qualquer injustiça contra as crianças”, disse Tereza Nelma.

    A vereadora, presidenta da Comissão de Educação, pretende reunir na sessão especial as organizações sociais alagoanas que cuidam das crianças e dos adolescentes e os Conselhos Tutelares para debater novas políticas e ações de proteção às crianças e adolescentes.

    “Essa é a melhor homenagem que podemos fazer à Zilda Arns, levando mais à frente ainda sua luta”, concluiu Tereza Nelma.

    segunda-feira, 12 de outubro de 2009

    Alimenta็ใo um direito inviolแvel

    Imagens pode ser obtidas em: http://www.planetavoluntarios.com.br/divulgue-essa-ideia
    Obs:. Ap๓s publica็ใo em seu veํculo, avise-nos, para que possamos colocแ-lo na se็ใo de imprensa.
    Artigo:

    16 de outubro- Dia Mundial da Alimentação
    “Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua famํlia saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuแrio, habitação, cuidados m้dicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito เ segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsist๊ncia fora de seu controle.” [Artigo XXV / DECLARAçãO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS]
    Estatํsticas da Fome:
    Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo,1 bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento fํísico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anemicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.
    a cada dia 275 mil pessoas começ็am a passar fome ao redor do mundo, o Brasil ้ paํs com o maior numero de pessoas com fome, tem 15 milh๕es de crian็as desnutridas. 45% das crian็as Brasileiras, menores de 5 anos sofrem de anemia cr๔nica.
    O Brasil ้ o quinto paํs do mundo em extensใo territorial, ocupando metade da แrea do continente sul-americano. Hแ cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia el้trica e o n๚mero de estradas pavimentadas, al้m de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a mแ nutri็ใo e as doen็as end๊micas.Em 1987, no Brasil, quase 40% da popula็ใo (50 milh๕es de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um ter็o da popula็ใo ainda ้ mal nutrido, 9% das crian็as morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total sใo trabalhadores rurais sem terras.
    Enquanto o consumo diแrio m้dio de calorias no mundo desenvolvido ้ de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio ้ de 2.180 calorias diárias por habitante.Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior เs suas necessidades bแsicas. Cerca de um terço da popula็ใo do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edi็ใo do Inqu้rito Mundial sobre Agricultura e Alimenta็ใo, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: "Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponํveis ้ suficiente para proporcionar a todo mundo uma dieta adequada."
    O aumento dos pre็os dos alimentos fez o n๚mero de famintos no mundo crescer 40 milh๕es para 963 milh๕es de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela Organiza็ใo das Na็๕es Unidas (ONU) para Agricultura e Alimenta็ใo (FAO, na sigla em ingl๊s). A entidade advertiu que a crise econ๔mica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condi็ใo. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatํsticas do governo norte-americano, que contam a popula็ใo mundial em 6,7 bilh๕es de pessoas, o n๚mero de famintos representa 14,3% do total.
    ...em 2007 no Planeta havia 860 milh๕es de famintos; em janeiro de 2009 cento nove milh๕es mais. A metade da popula็ใo africana subsahariana, por citar um exemplo dessa มfrica crucificada, mal vive na extrema pobreza. A ladainha de viol๊ência e desgraças provocadas ้ interminável. No Congo hแ 30.000 meninos soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida; 17% da floresta amaz๔nica foram destruํdos em cinco anos, entre 2000 e 2005; o gasto da Am้rica Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%, entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.
    “Quase cem mil mortes diแrias no planeta se devem a fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que tres torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos”, declarou เ swissinfo Carlos Alberto Libโnio Christo, mais conhecido como Frei Betto.
    Essas são algumas das Estatํsticas da fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira end๊mica em muitas regi๕es do globo.
    Um mundo livre da fome
    Nós do Planeta Voluntแrios buscamos um mundo sem fome e desnutrição - um mundo no qual cada uma e todas as pessoas possam estar seguras de receber a comida que necessitam para estar bem nutridas e saudแveis. Nossa visão é a de um mundo que protege e trabalha para que haja assistência social e dignidade humana para todas os povos. Um mundo no qual cada criança pode crescer, aprender e florescer, e desenvolver-se como membros ativos e ativos da sociedade.
    Por Marcio Demari
    PLANETA VOLUNTมRIOS
    Porque ajudar faz bem !
    http://www.planetavoluntarios.com.br
    A maior Rede Social de Voluntแrios e ONGs do Brasil !!!

    sábado, 10 de outubro de 2009

    Paulo Paim elogia programa que diminui violência urbana

     

    Agência Senado

    Publicação: 09/10/2009 12:06

    O senador Paulo Paim (PT-RS) celebrou, na manhã desta sexta-feira (9/10), o lançamento do programa Territórios de Paz, na cidade de Canoas (RS), dizendo que ele pode mudar a cara do Brasil, reduzindo o sentimento de medo que a violência urbana imprime hoje às cidades. Paim definiu o programa como "um gol de placa".
    "Isso é formidável! Quando eu falo que pode mudar a cara do Brasil, eu quero dizer que vai mudar também o tipo de sentimento que as populações vivem em seu dia a dia. É muito provável que o medo seja o sentimento com o qual elas têm maior intimidade, porque estão expostas de forma cruel a todo tipo de violência", afirmou ele.
    De acordo com Paim, mudar esse sentimento é transformar pessoas. É dar uma vida muito mais digna e feliz para quem vive numa espécie de prisão. Em sua opinião, a violência crescente no país é uma dor profunda que vai minando a esperança de que algo bom possa acontecer na vida dos cidadãos.
    "Nós temos que devolver a fé para essas populações mais atingidas por atos violentos. O governo federal está de parabéns por esse programa, que considero um gol de placa. O Territórios de Paz pode realmente mudar a cara do Brasil", disse ele.
    Paim explicou que essa iniciativa faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), mescla políticas de segurança com ações sociais e é uma iniciativa inédita no enfrentamento da criminalidade no país.
    Para o projeto ser implementado, disse o senador gaúcho, o governo federal investirá R$ 6,7 bilhões em todo o país até o fim de 2012. Ele também explicou que o Pronasci opta por priorizar a prevenção e assim atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão de estratégias de ordenamento social e de segurança pública.
    Entre os principais eixos do Pronasci, Paim destacou a valorização dos profissionais de segurança pública, a reestruturação do sistema penitenciário, o combate à corrupção policial e o envolvimento da comunidade na prevenção da violência.

    http://www.correiobraziliense.com.br

    Valter Ferreira

    quarta-feira, 30 de setembro de 2009

    25 milhões de crianças passarão fome pela mudança climática em 2050

     

    30/09 - 05:06 , atualizada às 10:42 30/09 - EFE

    EFE - v1

    Bangcoc - O efeito adverso da mudança climática na produção de alimentos fará com que 25 milhões de crianças passem fome em 2050 caso não se tomem medidas para evitá-lo, advertiu hoje os Instituto Internacional de Política Alimentaria (IFPRI, sigla em inglês) em uma conferência em Bangcoc.

    "Este drama pode ser evitado com um investimento de US$9 bilhões anuais para aumentar a produtividade agrícola e ajudar produtores a enfrentar os efeitos do aquecimento global", afirmou em comunicado o investigador Gerald Nelson, um dos autores do relatório do IFPRI.
    "Melhores estradas, sistemas de irrigação, acesso a água potável e escolarização para crianças são essenciais", acrescentou Nelson, no marco da conferência sobre mudança climática realizado em Bangcoc para preparar a cúpula de Copenhague em dezembro.
    O estudo mantém que os habitantes nos países em desenvolvimento terão acesso a 2.410 calorias diárias em 2050, 286 calorias menos que em 2000; na África será de 392 menos; e nos países industrializados de 250 menos.
    Os líderes do G20 acordaram na semana passada em Pittsburg (EUA) doar US$2 bilhões para combater a fome, enquanto a ONU anunciou uma cúpula sobre o problema em novembro.
    O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pressionou o fim de semana passado ao Banco Mundial e a outras instituições multilaterais para que aumentem suas contribuições ao terceiro mundo, em um momento em que "ainda mais pessoas não têm acesso a alimentos porque os preços são incrivelmente altos por causa da crise econômica ou a falta de chuvas".
    Nelson opinou que as crises alimentícia do ano passado, quando as informações de escassez de alimentos básicos suscitaram protestos em numeroso países pobres e emergentes, foi uma chamada de atenção.
    "A população da Terra será 50% maior que a atual em 2050 (...) os desafios serão enormes até sem mudança climática", acrescentou o investigador.

    Leia mais sobre: fome

    sexta-feira, 11 de setembro de 2009

    PARENTES

    "Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua familia, negou a fé e é pior do que o infiel" - Paulo. (I Timóteo, 5:8.)

    A Casualidade não se encontra nos laços da parentela.
    Princípios sutis da Lei funcionan nas ligações consagüineas.
    Impelidos pelas causas do passado a reunir-nos no presente, é indispensável pagar com alegria os débitos que nos imanam a alguns corações, a fim de que venhamos a solver nossas dívidas para com a Humanidade.
    Inutíl é a fuga dos credores que respiram conosco sob o mesmo teto, porque o tempo nos aguardará implacável, constrangendo-nos à liquidação de todos os compromissos.
    Temos compenheiros de voz adocicada e edificante na propaganda salvacionista, que se fazem veidadeiros trovões de intolerância na atmosfera caseira, acumulando energias desequilibradas em torno das próprias tarefas.
    Sem dúvida, a equipe familiar no mundo nem sempre é um jardim de flores. Por vezes, é um espinheiro de preocupaçções e de angústias, reclamando-nos sacrifício. Contudo, embora necessitamos de firmeza nas atitudes para temperar a afetividade que nos é própria, jamais conseguiremos sanar as feridas do nosso ambiente particular com o chicote da violência ou com a emplastro do desleixo.
    Consoante a advertência do Apóstolo, se nos falha o cuidado para com a própria família, estaremos negando a fé.
    Os parentes são obras de amor que o Pai Compassivo nos deu a realizar. Ajudemo-los, através da cooperação e do carinho, atendendo aos designios da verdadeira fraternidade. Somente adestrando paciência e compreenção, tolerância e bondade, na praia estreita do lar, é que nos habilitaremos as servir com vitória, no mar alto das grandes experiências.
    Do Livro: Fonte Viva
    Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo Espirito: EMMANUEL
    Federação Espirita Brasileira

    Noite Fria. Vamos ajudar

    VOCE JÁ PENSOU NISSO HOJE?

    EGO

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