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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Vereadora Tereza Nelma Homenageia Zilda Arns

 

    A vereadora Tereza Nelma (PSB) vai homenagear a médica e presidenta nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, com uma sessão especial na Câmara de Vereadores de Maceió, logo após o recesso. Tereza disse que Zilda, a personalidade que mais protegeu as crianças pobres no Brasil, morreu defendendo seu ideal humanitário e cristão, estimulando a solidariedade às crianças do Haiti.

    “Que belo exemplo ela deu. Zilda também se preocupou com as crianças alagoanas, esteve em nosso Estado ampliando o trabalho da Pastoral da Criança. Seu exemplo deve ser reproduzido, pois não podemos compactuar com o abandono, a violência, a exploração no trabalho ou qualquer injustiça contra as crianças”, disse Tereza Nelma.

    A vereadora, presidenta da Comissão de Educação, pretende reunir na sessão especial as organizações sociais alagoanas que cuidam das crianças e dos adolescentes e os Conselhos Tutelares para debater novas políticas e ações de proteção às crianças e adolescentes.

    “Essa é a melhor homenagem que podemos fazer à Zilda Arns, levando mais à frente ainda sua luta”, concluiu Tereza Nelma.

    Haiti: chefe da missão da ONU entre milhares de mortos

     

    por Duarte Ladeiras e Tatiana Vaz, com Hugo Coelho e Paula MouratoOntem

    Port-au-Prince

    O chefe da missão de estabilização da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti é um dos milhares de mortos causados pelo sismo que anteontem abalou aquele país das Caraíbas. O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, estima que o terramoto, com magnitude de 7,0, e as fortes réplicas que se seguiram, provocaram pelo menos 100 mil mortos (mais de 1% da população), destruindo grande parte da capital, Port-au-Prince, e afectando fortemente uma área populacional com três milhões de pessoas.

    A morte do chefe da missão da ONU, o o tunisino Hedi Annabi, foi anunciada esta noite pelo Presidente do Haiti, René Préval, que se encontra no aeroporto de Port-au-Prince, uma das poucas infraestruturas públicas que resistiram, para coordenar a ajuda internacional ao país, noticia a AFP.

    Pelo menos 150 pessoas desta missão estão desaparecidas, possivelmente entre os escombros do edifício, disse Susan Malcorra, chefe dos serviços logísticos da ONU. Para já, estão confirmadas a mortes de 16 funcionários e ferimentos em 56 funcionários da ONU, segundo o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

    A China indicou que seis dos seus capacetes azuis morreram e dez estão desaparecidos. O exército jordano contabilizou três mortos e 21 feridos, segundo a AFP. Entre os brasileiros, que compõe grande parte do contingente da ONU, há pelos menos 11 mortos, incluindo Luiz Carlos da Costa, o representante especial adjunto das Nações Unidas. Há também 200 desaparecidos no Hotel Montana, muito frequentado por turistas, adiantou à AFP uma fonte do contingente francês.

    "Catástrofe extraordinária"

    "É uma catástrofe extraordinária. Todos os hospitais e morgues estão lotados", disse esta noite Préval, que nas suas primeiras declarações, ao início do dia, estimou que tivessem morrido "milhares de pessoas", qualificando como "inimaginável" o cenário em Port-au-Prince. “Há muitas escolas com pessoas mortas debaixo dos escombros”, disse o Presidente ao início do dia.

    O receio de Préval foi depois repetido pelo primeiro-ministro, em declarações à CNN, estimando a morte de pelo menos 100 mil pessoas.

    As infraestruturas de transportes, comunicações, água, electricidade e hospitalares ficaram destruídas. Há um só hospital a funcionar em pleno. Um terço da população do país precisa de ajuda, segundo a Cruz Vermelha.

    Segundo os repórteres da France Presse, corpos de vítimas mortais amontoam-se junto aos destroços das casas de Port-au-Prince, devastada ontem por um sismo que destruiu milhares de casas particulares e edifícios públicos, entre os quais o palácio presidencial. Os sobreviventes usam tudo o que podem para retirar pessoas que ficaram presas pelos destroços. Os mortos estão a ser empilhados nas ruas e cobertos com lençóis.

    Os detentores dos dois principais cargos do Estado – Presidente e primeiro-ministro – sobreviveram, mas há outras figuras de revelo na sociedade haitiana que não escaparam, como o Arcebispo de Port-au-Prince, Joseph Serge Miot, principal figura da Igreja Católica no Haiti. O corpo de Joseph Serge Miot foi encontrado por outros missionários, diz a BBC, citando a AP.

    Acesso muito difícil a cuidados de saúde

    Os hospitais cubanos no Haiti já assistiram centenas de pessoas, adiantam as autoridades de Havana. Os médicos haitianos mostram desespero pela quantidade de vítimas a necessitarem de auxílio, pois os hospitais não têm capacidade para responder a este tipo de catástrofe, tanto mais que os edifícios hospitalares estão entre as muitas estruturas afectadas.

    O hospital argentino de Port-au-Prince é, neste momento, o único a funcionar em pleno na capital. Tem a seu cuidado cerca de 800 feridos (a maioria são mulheres e crianças), mas está sobrelotado devido ao sismo, declarou hoje o director da unidade ao canal de televisão argentino Todo Noticias.

    O hospital foi construído e é controlado pelo contingente argentino da Missão de Estabilização das Nações Unidas (MINUSTAH). Segundo o director do hospital, Daniel Desimone, no Haiti "o Estado não existe, não existe saúde pública".

    Daniel Desimone relata: "os hospitais no Haiti entraram em colapso. Temos de responder neste hospital a todas as necessidades da Minustah e do povo haitiano.” Segundo Desimone, “muitas crianças foram abandonadas pelos pais no hospital, porque eles voltam a casa para procurar familiares ou por recearem saques".

    Para agravar a situação, o único hospital que oferece cuidados cirúrgicos gratuitos no Haiti, o Trinité, foi seriamente destruído pelo terramoto, segundo a organização humanitária Médicos sem Fronteiras (MSF), que gere o serviço. Apesar de o hospital estar a receber pacientes, os MSF dizem que estão com muitas dificuldades para responder às necessidades das populações, já que a maioria dos hospitais, gerida por esta organização, ficou destruída.

    Vasta destruição de infraestruturas

    "Ouvi um estrondo e muitos gritos à distância": foi desta forma que um responsável do Departamento de Agricultura dos EUA, em visita ao Haiti, sentiu o sismo, assistindo também à derrocada de casas numa ravina. Um repórter da AFP contou que o abalo se prolongou durante um minuto e que os carros saltaram da estrada. Um jornalista da AP contou que a capital Port-au-Prince estava envolva numa nuvem de pó e que se ouviam gritos.

    Passados os primeiros momentos e regressada a visibilidade, ficou visível a destruição generalizada causada pelo abalo e pelas réplicas. O Presidente do país disse ao “Miami Herald” que se entre os edifícios destruídos estão escolas, hospitais, o Ministério das Finanças e o Parlamento. Poucas horas depois do sismo um jornalista de uma televisão haitiana, Haitipal, já adiantava que muitos dos edifícios públicos de Port-au-Prince se tinham desmoronado, incluindo, além dos já referidos por René Préval, “o Palácio Nacional, o Ministério do Trabalho Público, o Ministério da Comunicação e da Cultura, o Palácio de Justiça, a Escola Superior” e a Catedral de Port-au-Prince.

    Sismo, alerta de tsunami e fortes réplicas

    O primeiro e grande abalo fez-se sentir às 16:53, hora local (21:53 em Lisboa), mas as réplicas ainda não pararam. Desde o momento do sismo até às 22:20 de Lisboa, o US Geological Center (USGS) já contabilizou 37 réplicas, todas acima dos 4,0 graus de magnitude e 14 acima dos 5,0. A mais forte (5,9) ocorreu às 17:00 locais (22:00 em Lisboa), seguida de outra de 5,5 doze minutos depois. Às 05:02 (hora de Lisboa) novo pico, desta vez de 5,7. A réplica mais recente registada foi de 5,3.

    O epicentro do sismo foi no mar, 15 quilómetros ao largo de Port-au-Prince e a dez quilómetros de profundidade, mas muito perto de outras zonas costeiras do Haiti, atingindo localidades como Petit Goave, onde vivem 15 mil pessoas, Leogane (12 mil), Grande Goave (5000) e Carrefour (442 mil). O abalo foi sentido na prisão americana de Guantánamo, na ilha de Cuba.

    Logo após o sismo, o Centro de Alerta de Tsunamis dos EUA avisou para o perigo de uma onda gigante poder atingir as ilhas num raio de cem quilómetros. A República Dominicana - que divide Hispaniola com o Haiti -, as Bahamas e Cuba soaram o alerta. Horas depois o alerta foi retirado, tendo-se registado apenas um pequeno maremoto local, mas o Pacific Tasunami Warning Center manteve o aviso de que os riscos para barcos e estruturas costeiras manter-se-iam “durante várias horas devido a correntes rápidas”.

    Este organismo adiantou ainda que foram registados pequenos tsunamis em Santo Domingo, República Dominicana, e em outras áreas das Caraíbas,.

    MNE disponibiliza linha de emergência

    As Nações Unidas preparam já uma operação maciça de auxílio internacional. Em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros disponibilizou dois números de atendimento permanente aos portugueses que pretendam obter informações sobre familiares ou amigos que se encontrem no Haiti.

    A informação foi divulgada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, que aconselha as pessoas a entrar em contacto com o Gabinete de Emergência Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros através dos números 707202000 ou 961706472, para "obter informações sobre familiares e amigos".

    Apesar de o Jornal de Notícias reportar que um português de 55 anos que terá partido uma perna na sequência do sismo, o MNE, em declarações ao DN, afirma não ter registo de vítimas portuguesas.

    Um país pobre afectado por desastres naturais

    O terramoto de ontem é apenas o último de uma série de desastres naturais que têm devastado o Haiti. O pequeno país das Caraíbas resistiu mal à passagem dos furacões, nos últimos anos. No Verão de 2008, as enormes cheias fizeram perto de 800 mortos. Meses depois, o balanço tornou-se mais negro quando uma escola de Port-au-Prince ruiu e esmagou 500 crianças e professores. A maioria dos que sobreviveram ficaram sem casa e tiveram de começar do zero. A ONU apelou à ajuda internacional e em 2009 o FMI perdoou 80% da dívida do país.

    O Haiti ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola e faz fronteira com a República Dominicana. É um país extremamente pobre, tendo sido considerado como o mais pobre de todo o continente Americano.

    Tags: Sismos, sismo, Haiti, Tsunami, terramoto, Globo, EUA e Américas

    Vereadora Tereza Nelma Homenageia Zilda Arns

     

      A vereadora Tereza Nelma (PSB) vai homenagear a médica e presidenta nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, com uma sessão especial na Câmara de Vereadores de Maceió, logo após o recesso. Tereza disse que Zilda, a personalidade que mais protegeu as crianças pobres no Brasil, morreu defendendo seu ideal humanitário e cristão, estimulando a solidariedade às crianças do Haiti.

      “Que belo exemplo ela deu. Zilda também se preocupou com as crianças alagoanas, esteve em nosso Estado ampliando o trabalho da Pastoral da Criança. Seu exemplo deve ser reproduzido, pois não podemos compactuar com o abandono, a violência, a exploração no trabalho ou qualquer injustiça contra as crianças”, disse Tereza Nelma.

      A vereadora, presidenta da Comissão de Educação, pretende reunir na sessão especial as organizações sociais alagoanas que cuidam das crianças e dos adolescentes e os Conselhos Tutelares para debater novas políticas e ações de proteção às crianças e adolescentes.

      “Essa é a melhor homenagem que podemos fazer à Zilda Arns, levando mais à frente ainda sua luta”, concluiu Tereza Nelma.

      quarta-feira, 30 de setembro de 2009

      25 milhões de crianças passarão fome pela mudança climática em 2050

       

      30/09 - 05:06 , atualizada às 10:42 30/09 - EFE

      EFE - v1

      Bangcoc - O efeito adverso da mudança climática na produção de alimentos fará com que 25 milhões de crianças passem fome em 2050 caso não se tomem medidas para evitá-lo, advertiu hoje os Instituto Internacional de Política Alimentaria (IFPRI, sigla em inglês) em uma conferência em Bangcoc.

      "Este drama pode ser evitado com um investimento de US$9 bilhões anuais para aumentar a produtividade agrícola e ajudar produtores a enfrentar os efeitos do aquecimento global", afirmou em comunicado o investigador Gerald Nelson, um dos autores do relatório do IFPRI.
      "Melhores estradas, sistemas de irrigação, acesso a água potável e escolarização para crianças são essenciais", acrescentou Nelson, no marco da conferência sobre mudança climática realizado em Bangcoc para preparar a cúpula de Copenhague em dezembro.
      O estudo mantém que os habitantes nos países em desenvolvimento terão acesso a 2.410 calorias diárias em 2050, 286 calorias menos que em 2000; na África será de 392 menos; e nos países industrializados de 250 menos.
      Os líderes do G20 acordaram na semana passada em Pittsburg (EUA) doar US$2 bilhões para combater a fome, enquanto a ONU anunciou uma cúpula sobre o problema em novembro.
      O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pressionou o fim de semana passado ao Banco Mundial e a outras instituições multilaterais para que aumentem suas contribuições ao terceiro mundo, em um momento em que "ainda mais pessoas não têm acesso a alimentos porque os preços são incrivelmente altos por causa da crise econômica ou a falta de chuvas".
      Nelson opinou que as crises alimentícia do ano passado, quando as informações de escassez de alimentos básicos suscitaram protestos em numeroso países pobres e emergentes, foi uma chamada de atenção.
      "A população da Terra será 50% maior que a atual em 2050 (...) os desafios serão enormes até sem mudança climática", acrescentou o investigador.

      Leia mais sobre: fome

      sexta-feira, 11 de setembro de 2009

      PARENTES

      "Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua familia, negou a fé e é pior do que o infiel" - Paulo. (I Timóteo, 5:8.)

      A Casualidade não se encontra nos laços da parentela.
      Princípios sutis da Lei funcionan nas ligações consagüineas.
      Impelidos pelas causas do passado a reunir-nos no presente, é indispensável pagar com alegria os débitos que nos imanam a alguns corações, a fim de que venhamos a solver nossas dívidas para com a Humanidade.
      Inutíl é a fuga dos credores que respiram conosco sob o mesmo teto, porque o tempo nos aguardará implacável, constrangendo-nos à liquidação de todos os compromissos.
      Temos compenheiros de voz adocicada e edificante na propaganda salvacionista, que se fazem veidadeiros trovões de intolerância na atmosfera caseira, acumulando energias desequilibradas em torno das próprias tarefas.
      Sem dúvida, a equipe familiar no mundo nem sempre é um jardim de flores. Por vezes, é um espinheiro de preocupaçções e de angústias, reclamando-nos sacrifício. Contudo, embora necessitamos de firmeza nas atitudes para temperar a afetividade que nos é própria, jamais conseguiremos sanar as feridas do nosso ambiente particular com o chicote da violência ou com a emplastro do desleixo.
      Consoante a advertência do Apóstolo, se nos falha o cuidado para com a própria família, estaremos negando a fé.
      Os parentes são obras de amor que o Pai Compassivo nos deu a realizar. Ajudemo-los, através da cooperação e do carinho, atendendo aos designios da verdadeira fraternidade. Somente adestrando paciência e compreenção, tolerância e bondade, na praia estreita do lar, é que nos habilitaremos as servir com vitória, no mar alto das grandes experiências.
      Do Livro: Fonte Viva
      Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo Espirito: EMMANUEL
      Federação Espirita Brasileira

      APRENDENDO A AGRADECER

      Em tudo dai graça.

      Saibamos agradecer as dádivas que o Senhor nos concede cada dia:
      A largueza da vida;
      O ar abundande;
      A graça da locomoção;
      A faculdade do raciocínio;
      A fulguração da ideia;
      A alegria de ver;
      O prazer de ouvir;
      O tesouro da palavra;
      O privilégio do trabalho;
      O dom de aprender;
      A mesa que nos serve;
      O pão que nos alimenta;
      O Pano que nos veste;
      As mãos desconhecidas que se entrelaçam no esforço de suprir-nos a refeição e o agasalho;
      Os benfeitores anônimos que nos transmitem a riqueza do conhecimento;
      A conversação do amigo;
      O aconchego do Lar;
      O doce dever da família;
      O contentamento de construir paa o futuro;
      A renovação das próprias forças...
      Muita gente está esperando lances espetaculares da "boa sorte mundana", a fim de esprimir gratidão ao Céu.
      O cristão, contudo, sabe que as bençãos da Provedencia Divina nos enriquecem os ângulos mais simples de cada hora, no espaço de nossas experiências.
      Nada existe insignificante na estrada que percorremos.
      Todas as concessões do Pai Celeste são preciosas no campo de nossa vida.
      Utilizando, pois o patrimonio que o Senhor nos empresta, no serviço incessante ao bem,aprendemos a agradecer.
      Do Livro: Fonte Viva
      Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo Espirito EMMANUEL

      sexta-feira, 4 de setembro de 2009

      Pra nunca mais chorar...

      2  Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco. Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
               - Pai, to com fome!
              - O pai, seu Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...
               -Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu to com muita fome pai!
               - Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Seu Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na Padaria a sua frente. Ao entrar dirige-se a um  senhor no balcão:
              - Meu Senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos ai na porta com muita fome, não tenho nenhum tostão pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei. Eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o Senhor precisar.
               Amaro, o dono da Padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho. Seu Agenor, pega o filho pela mão e apresenta-o ao Senhor Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso P.F (Prato Feito), arroz, feijão, bife e ovo. Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua, para o Seu Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá, grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada. A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades. Amaro se aproxima do Seu Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
             - O Maria, sua comida deve ta muito ruim, olha o meu amigo ta até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato...?
               Imediatamente, Seu Agenor, sorri, e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer.
               Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho.
              Mais confiante  Seu Agenor, enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas. Após o almoço, Amaro convida o Seu Agenor para uma conversa nos fundos da Padaria, onde havia um pequeno escritório. Seu Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos "biscates aqui e acolá", mas que há 2 meses não recebia nada.
               Amaro, resolve então contratar o Seu Agenor para serviços gerais na Padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias. Seu Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho. 
               Ao chegar em casa com toda aquela "fartura", seu Agenor é um novo homem, sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso, Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores.

              No dia seguinte as 5 da manhã, Seu Agenor, estava na porta da Padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho. O Senhor Amaro, chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando. Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa. E, ele não se enganou, durante um ano, Seu Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres.

               Um dia, Amaro chama o Seu Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da Padaria, e que ele fazia questão que Seu Agenor fosse estudar. Seu Agenor até hoje não consegue esquecer seu primeiro dia de aula, a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
               Doze anos se passaram desde aquele primeiro dia de aula, vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, hoje advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro. Ao meio dia ele desce para um café na Padaria do amigo Amaro,  que fica impressionado em ver o "antigo funcionário" tão elegante em seu primeiro terno.
              Mais dez anos se passam e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço. Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista.
            Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um, conta até que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido.
             Conta-se no céu, que o próprio Mestre Jesus veio recebê-los com um sorriso  e um coro de mil anjos entoando uma música que falava da vitória dos que sabem persistir.

               Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da "Casa do Caminho" que seu pai fundou com tanto carinho:
      "Um dia eu tive fome, e você me alimentou. 
      Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho.
      Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.
      Que Deus habite em seu coração, alimente sua alma e te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar"

      P.S. Esta é uma estória que os anjos me contaram, qualquer semelhança com a realidade, pessoas ou fatos, será mera coincidência (?)
      Paulo Roberto Gaefke

      Eu acredito em você

      Beijo azul

      Oração da Gratidão

      4mulavb-1 Autor: Gaefke

      • Wednesday, June 03rd, 2009

      Senhor Jesus,
      neste dia que se abre para uma nova jornada,
      peço a sua benção, escudo contra o mal,
      peço a sua paz, fonte de serenidade,
      peço a sua bondade, que iguala os seres humanos,
      peço a sua renúncia, que nos sustenta diante das provas,
      peço a sua resignação, para aceitar o que não compreendo,
      peço a sua dedicação, para servir sem olhar a quem,
      peço a sua certeza, para ir além das minhas dúvidas,
      peço a sua serenidade, para pensar antes de agir,
      e peço a sua compreensão para os meus pedidos,
      pois ainda não sei oferecer mais de mim.

      Ainda não sei agradecer como deveria.
      Então, ensina-me a te adorar,
      a devolver amor em toda e qualquer circunstância,
      e ainda que eu ande em meio a escuridão do desamor,
      ainda que me perca na raiva ou no ódio da incompreensão,
      eu lhe peço,
      tem compaixão das minhas fraquezas,
      e quando todos me acusarem,
      que eu possa encontrar os teus olhos,
      eles serão meus faróis.
      E se ainda assim, eu não tiver forças para seguir,
      que eu possa estender as mãos,
      pois sei que as tuas estarão esperando as minhas,
      pois de tudo que há em Ti,
      nada supera o Teu Amor.

      www.meuanjo.com.br

      O som do silêncio

       

      Autor: GaefkeO som do silêncio

      O som do silêncio

      Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos, aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua, aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora.

      Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores….

      Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim.

      Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo,
      como as marés que insistem em ir e voltar,
      os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar,
      como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.

      Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu .

      Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o seu “eu”, a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o santuário que é a sua vida.

      Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.
      Paulo Roberto Gaefke

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      Cansaço

      Cansado?Cansado?

      Faltam energias para continuar na sua jornada?
      Tem dia que parece que nosso corpo não quer colaborar, a mente não quer trabalhar e nos sentimos um “trapo velho”.
      Para esses dias a sintonia com Deus é fundamental, mas nosso pensamento deverá ser modificado para coisas alegres.
      Mentalize um dia em que você viveu uma grande alegria, vá revivendo esse dia, imaginando cada situação passada. Fique na alegria desse dia…

      Leia pela manhã o  Salmo 90

      Salmo 90 - Para pedir proteção, para alcançar progresso material. Proteção no trabalho, energia para procurar um novo emprego. Combate o desânimo!

      1 Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração.

      2 Antes que nascessem os montes, ou que tivesses formado a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade tu és Deus.

      3 Tu reduzes o homem ao pó, e dizes: Voltai, filhos dos homens!

      4 Porque mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite.

      5 Tu os levas como por uma torrente; são como um sono; de manhã são como a erva que cresce;

      6 de manhã cresce e floresce; à tarde corta-se e seca.

      7 Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos conturbados.

      8 Diante de ti puseste as nossas iniqüidades, à luz do teu rosto os nossos pecados ocultos.

      9 Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um suspiro.

      10 A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos.

      11 Quem conhece o poder da tua ira? e a tua cólera, segundo o temor que te é devido?

      12 Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.

      13 Volta-te para nós, Senhor! Até quando? Tem compaixão dos teus servos.

      14 Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias.

      15 Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal.

      16 Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos.

      17 Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus; e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.

      33 Leituras recomendadas:

      Guarde esse versículo:
      (MT 11:28) “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”
      (MT 11:29) “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.”
      (MT 11:30) “Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

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      segunda-feira, 22 de junho de 2009

      Planeta Inteligente

      Fome atinge 1,02 bilhão de pessoas

      Roberto Moregola

      Pela primeira vez na história, o número de pessoas que passam fome superou a marca de 1 bilhão, segundo relatório da FAO, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. O número representa um sexto da população global e representa um aumento superior a 10% em relação a 2008.

      Se os níveis persistirem, a proposta da FAO de redução pela metade do número de pessoas nessas condições não será cumprida. A meta estipula que, até 2015, a falta de alimentos não atinja mais do que 420 milhões de habitantes.

      Embora projeções indiquem que em 2009 a produção de gêneros alimentares será inferior à do ano passado, a quantidade disponível de produtos não é apontada como causa do problema. Pesquisas indicam que a produção de cereais, por exemplo, terá índices elevados este ano.

      Segundo o estudo, a crise mundial é o principal motivo pelo crescimento da desnutrição ao redor do mundo. A estagnação da economia provocou a diminuição da oferta de empregos e o aumento dos preços dos alimentos. Com isso, as camadas mais pobres ficaram sem acesso às condições básicas de alimentação. Outra consequência registrada foi a mudança da rotina de gastos das famílias, que passaram a consumir alimentos mais baratos, como grãos, em detrimento de produtos como carnes, derivados do leite, frutas e hortaliças, mais caros e ricos em proteínas e nutrientes.

      O estudo indica que, para sanar o problema, as famílias afetadas recorrem a deslocamentos migratórios em busca de novos postos de trabalho, empréstimos e a entrada em novos setores da economia. Além disso, é verificado o aumento do número de mulheres no mercado, situação que também pode ocorrer com crianças.

      Alguns reflexos nocivos dessas mudanças são a evasão escolar – o que contribui para a perpetuação de um ciclo de pobreza – e a manifestação de tensões sociais.

      A região da Ásia e do Pacífico (onde estão localizadas China e Índia) é a que apresenta o maior número de pessoas que passam fome: 642 milhões. Em termos relativos, ou seja, quantidade de desnutridos em relação ao total de habitantes, a África subsaariana (países localizados ao sul do deserto do Saara) tem o maior índice: 32%. A região da América Latina e do Caribe, onde melhoras tinham sido registradas nos últimos anos, apresentou um aumento na taxa da ordem de 12,8%, o que corresponde a 53 milhões de pessoas.

      Planeta Inteligente

      sexta-feira, 19 de junho de 2009

      - Fome no Mundo - um problema sem solução?

      Alberto Garuti

      Resolver o problema da fome
      não depende só dos países em desenvolvimento

      Em 1974, durante a Conferência Mundial sobre Alimentação, as Nações Unidas estabeleceram que “todo homem, mulher, criança, tem o direito inalienável de ser livre da fome e da desnutrição...”. Portanto, a comunidade internacional deveria ter como maior objetivo a segurança alimentar, isto é, “o acesso, sempre, por parte de todos, a alimento suficiente para uma vida sadia e ativa”.

      E isso quer dizer:

      • acesso ao alimento: é condição necessária, mas ainda não suficiente;
      • sempre: e não só em certos momentos;
      • por parte de todos: não bastam que os dados estatísticos sejam satisfatórios. É necessário que todos possam ter essa segurança de acesso aos alimentos;
      • alimento para uma vida sadia e ativa: é importante que o alimento seja suficiente tanto do ponto de vista qualitativo como quantitativo.

      Os dados que possuímos dizem que estamos ainda muito longe dessa situação de segurança alimentar para todos os habitantes do planeta.

      Quais são as causas?

      A situação precisa ser enfrentada, pois uma pessoa faminta não é uma pessoa livre. Mas é preciso, em primeiro lugar, conhecer as causas que levam à fome. Muitos acham que as conhecem, mas não percebem que, quando falam delas, se limitam, muitas vezes, a repetir o que tantos já disseram e a apontar causas que não têm nada a ver com o verdadeiro problema. Por exemplo:

      A fome é causada porque o mundo não pode produzir alimentos suficientes. Não é verdade! A terra tem recursos suficientes para alimentar a humanidade inteira.

      A fome é devida ao fato de que somos “demais”. Também não é verdade! Há países muito populosos, como a China, onde todos os habitantes têm, todo dia, pelo menos uma quantidade mínima de alimentos e países muito pouco habitados, como a Bolívia, onde os pobres de verdade padecem fome!

      No mundo há poucas terras cultiváveis! Também não é verdade. Por enquanto, há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas, muitas vezes, para fornecer alimentos aos países ricos!

      As verdadeiras causas

      As causas da fome no mundo são várias, não podem ser reduzidas a uma só. Entre elas indicamos:

      As monoculturas: o produto nacional bruto (pib) de vários países depende, em muitos casos, de uma cultura só, como acontecia, alguns anos atrás, com o Brasil, cujo único produto de exportação era o café. Sem produções alternativas, a economia desses países depende muito do preço do produto, que é fixado em outros lugares, e das condições climáticas para garantir uma boa colheita.

      Diferentes condições de troca entre os vários países: alguns países, ex-colônias, estão precisando cada vez mais de produtos manufaturados e de alta tecnologia, que eles não produzem e cujo preço é fixado pelos países que exportam. Os preços das matérias-primas, quase sempre o único produto de exportação dos países pobres, são fixados, de novo, pelos países que importam.

      Multinacionais: são organizações em condições de realizar operações de caráter global, fugindo assim ao controle dos Estados nacionais ou de organizações internacionais. Elas constituem uma rede de poder supranacional. Querem conquistar mercados, investindo capitais privados e deslocando a produção onde os custos de trabalho, energia e matéria-prima são mais baixos e os direitos dos trabalhadores, limitados. Controlam 40% do comércio mundial e até 90% do comércio mundial dos bens de primeira necessidade.

      Dívida externa: conforme a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a dívida está paralisando a possibilidade de países menos avançados de importar os alimentos dos quais precisam ou de dar à própria produção agrícola o necessário desenvolvimento. A dívida é contraída com os bancos particulares e com Institutos internacionais como o Fundo Monetário e o Banco Mundial. Para poder pagar os juros, tenta-se incrementar as exportações. Em certos países, 40% do que se arrecada com as exportações são gastos somente para pagar os juros da dívida externa. A dívida, infelizmente, continua inalterada ou aumenta.

      Conflitos armados: o dinheiro necessário para providenciar alimento, água, educação, saúde e habitação de maneira suficiente para todos, durante um ano, corresponde a quanto o mundo inteiro gasta em menos de um mês na compra de armas. Além disso, os conflitos armados presentes em muitos países em desenvolvimento causam graves perdas e destruições em seu sistema produtivo primário.

      Eis o que nos dizem as estatísticas:

      - Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.

      - 11 mil crianças morrem de fome a cada dia.

      - Um terço das crianças dos países em desenvolvimento
      apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.

      - 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água
      potável.

      - 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são
      anêmicas e encontram-se abaixo do peso.

      - Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.

      Desigualdades sociais: a luta contra a fome é, em primeiro lugar, luta contra a fome pela justiça social. As elites que estão no governo, controlando o acesso aos alimentos, mantêm e consolidam o próprio poder. Paradoxalmente, os que produzem alimento são os primeiros a sofrer por sua falta. Na maioria dos países, é muito mais fácil encontrar pessoas que passam fome em contextos rurais do que em contextos urbanos.

      Neo-colonialismo: em 1945, através do reconhecimento do direito à autodeterminação dos povos, iniciou o processo de libertação dos países que até então eram colônias de outras nações. Mas, uma vez adquirida a independência, em muitos continuaram os conflitos internos que têm sua origem nos profundos desequilíbrios sociais herdados do colonialismo. Em muitos países, ao domínio colonial sucederam as ditaduras, apoiadas pela cumplicidade das superpotências e por acordos de cooperação com a antiga potência colonial. Isso deu origem ao neocolonialismo e as trocas comerciais continuaram a favorecer as mesmas potências.

      Quando um país vive numa situação de miséria, podemos dizer que, praticamente, todas essas causas estão agindo ao mesmo tempo e estão na origem da fome de seus habitantes. Algumas delas dependem da situação do país, como o regime de monocultura, os conflitos armados e as desigualdades sociais. Elas serão eliminadas, quando e se o mesmo país conseguir um verda-deiro desenvolvimento. Mas outras causas já não dependem do próprio país em desenvolvimento, e sim da situação em nível internacional. Refiro-me às condições desiguais de troca entre as várias nações, à presença das multinacionais, ao peso da dívida externa e ao neocolonialismo. Isso quer dizer que os países em desenvolvimento, não conseguirão sozinhos vencer a miséria e a fome, a não ser que mudanças verdadeira-mente importantes aconteçam no relacionamento entre essas nações e as mais industrializadas.

      - Fome no Mundo - um problema sem solução?

      quinta-feira, 4 de junho de 2009

      sexta-feira, 22 de maio de 2009

      Vítimas de enchentes no Norte e Nordeste reclamam da falta de comida :: Notícias JusBrasil

       

      Vítimas de enchentes no Norte e Nordeste reclamam da falta de comida

      Extraído de: G1 - Globo.com -  15 de Abril de 2009

      Estados do Norte e Nordeste do Brasil continuam tendo prejuízos com as chuvas. Vítimas de enchente reclamam da falta de comida e de água potável.

      Veja o site do Jornal Nacional

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      Em Bacabal, no Maranhão, o Rio Mearim subiu quatro metros acima do nível normal. A praça da cidade ficou alagada. Oito municípios do interior continuam em estado de emergência.

      No Acre, três mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Os bombeiros trabalham também na retirada de troncos de árvores trazidos pelo Rio Acre, que ameaçam na estrutura das pontes em Rio Branco.

      Em Altamira, no Pará, equipes trabalham para recuperar pontes e estradas. A Defesa Civil informou nesta quarta-feira (15) que o número de desabrigados na cidade aumentou para 1,4 mil pessoas.

      Voluntários distribuíram roupas e calçados para as vítimas da enchente. O abastecimento de água ainda não foi normalizado, mas o governo do estado instalou caixas d'água em vários bairros.

      O Ministério Público está investigando o que causou o rompimento de açudes próximos ao município de Altamira. Segundo a Defesa Civil, alguns deles foram construídos ilegalmente.

      Alerta

      A Agência Nacional de Águas fez hoje um alerta de enchente para a região amazônica. O nível do Rio Negro passou de 28 metros e está muito próximo do que foi registrado na maior cheia da história, ocorrida em 1953, quando as águas chegaram a 29,69 metros.

      O relatório aponta que 50 mil moradores poderão ficar desabrigados em Manaus e áreas próximas. A Secretaria Nacional de Defesa Civil informou que foram enviados para a cidade 450 mil kits para desabrigados e 312 mil toneladas de alimentos.

      Autor: Do G1, com informações do Jornal Nacional

      Vítimas de enchentes no Norte e Nordeste reclamam da falta de comida :: Notícias JusBrasil

      CNBB destaca PEC do divórcio, enchentes e terras na Amazônia

       

      PEC 047 - Inclusão do direito à alimentação na Constituição
      A presidência da CNBB manifestou o apoio da Igreja à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 047/2003, que recomenda a inclusão do direito à alimentação entre os direitos sociais estabelecidos no Artigo 6º da Constituição Federal (CF).
      "Reiteramos a necessidade de incluir da alimentação na Constituição Federal como direito social. Incluir isso na Carta Magna brasileira representa um avanço muito grande para os famintos, já que este benefício social [o alimento] nem sempre é alcançado por todos. Garantir alimento é garantir vida", explicou o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha.
      De acordo com o presidente, a organização social do país não favorece os pobres e necessitados. "A organização social brasileira é frágil, pois privilegia os grandes latifundiários, monocultores e esquece que [o Brasil] tem uma população enorme passando fome. A CNBB trabalha para que seja aprovada a PEC 047/2003. Embora sendo um direito natural, o alimento deve fazer parte da nossa Constituição [como um direito social]”, afirma Dom Geraldo. Segundo o arcebispo, isso obrigaria o Governo a garantir o alimento a todos.
      Enchentes no Norte e Nordeste
      A presidência falou sobre o objetivo da nota aprovada pelo Conselho Episcopal de Pastoral (Consep) reunido desde o dia 19, em Brasília, manifestando solidariedade às vítimas atingidas pelas enchentes no Norte e Nordeste do Brasil.
      "A CNBB juntamente com a Cáritas Brasileira faz uma convocação às nossas dioceses, paróquias e comunidades, e a todo o Brasil, a se empenharem numa campanha nacional de solidariedade aos atingidos pelas enchentes", reafirmou Dom Geraldo Lyrio. 
      Para Dom Dimas, a iniciativa da CNBB e da Cáritas hoje é uma repetição daquilo que fez durante as enchentes que flagelaram o estado de Santa Catarina em 2008. "Da mesma forma que no ano passado, estamos nos empenhando nesta nova campanha. Em Santa Catarina, o apelo foi pela reconstrução das casas. Agora a mesma necessidade retorna para que divulguemos a campanha a fim de reconstruir a vida desses novos atingidos, por meio de contas bancárias, arrecadação voluntária e através dos meios de comunicação", esclareceu o secretário da CNBB.
      O vice-presidente da Conferência, Dom Luiz Soares, que também é arcebispo de Manaus (AM) há 18 anos, frisou que é preciso ter cautela com discursos superficiais em relação às enchentes e destacou que o homem perdeu o hábito de conviver com a natureza. "As pessoas falam que as enchentes estão ocorrendo por influência das mudanças climáticas, mas é preciso ter cuidado com esse discurso. Não é a primeira vez que há enchente em nossa região, elas sempre ocorreram, uns anos mais, outros menos. Um fato que chama atenção é a perda da convivência entre homem e natureza. O ser humano foi construindo casas onde não devia e agora as enchentes vêm e se tornam uma calamidade", advertiu.
      Dom Luiz explicou também a situação das regiões atingidas na Amazônia e o que está sendo feito para a população superar as perdas causadas pelas enchentes. “A população está passando por dificuldades no momento, mas o Governo do estado está providenciando os devidos suprimentos aos atingidos. Já soubemos também que o Governo Federal está preparando o envio de mantimentos e materiais de primeira necessidade, mas ainda não chegou. Por enquanto ninguém está passando fome por causa das enchentes”. Dom Luiz expressou ainda sua preocupação para quando as águas baixarem. “Minha preocupação é depois, quando as águas baixarem, pois é nesse momento de fato que as pessoas veem o que perderam e o que restou”.
      Dom Geraldo Lyrio também chamou a atenção da imprensa para não deixar de noticiar as enchentes, sobretudo depois que as águas começarem a baixar. “A tendência dos meios de comunicação é dar ênfase ao assunto quando as águas começam a subir, mas logo que o nível baixa, ninguém mais fala sobre isso. É preciso que se continue a falar porque a situação fica pior depois que as águas baixam, porque as consequências permanecem”.

      CNBB destaca PEC do divórcio, enchentes e terras na Amazônia

      Notícias | Plan Brasil

       

      Sobe para 154 mil o número de desabrigados e desalojados no Maranhão. A Plan está trabalhando na região.

      Plan Brasil

      O Maranhão é um dos quatro estados da região nordeste que mais tem sofrido com os estragos causados pelas chuvas nos últimos três meses. E, de acordo com a Defesa Civil, a previsão é de chuvas fortes até o próximo dia 15 deste mês. A quantidade de pessoas afetadas já passa de 154 mil. Desse total, 23 mil estão desabrigados e mais de 29 mil foram desalojados.
      Em todo Estado, 54 municípios foram afetados e, destes, 43 decretaram situação de emergência. Batalhões do Exército estão no Maranhão para auxiliar na reconstrução de estradas destruídas pela força das águas. Quatro rodovias federais estão totalmente bloqueadas e outras quatro parcialmente. De acordo com a Defesa Civil Estadual ao menos 194 km de estradas foram danificadas parcial ou totalmente pelas chuvas.

      Plan Brasil

      Em São Luís, capital do Estado, a Defesa Civil Municipal informou que o número de desabrigados e desalojados passou de 800 para mais de 1.200 pessoas. Em Codó, um dos municípios do Maranhão mais castigados pelas chuvas, aproximadamente 12 mil pessoas foram atingidas, sendo 800 famílias desabrigadas. Vinte e sete escolas tiveram de paralisar suas atividades e servem de abrigos. Em Timbiras, a cerca de 30 quilômetros de Codó, são mais de seis mil pessoas desabrigadas. As escolas municipais e estaduais também pararam de funcionar para alojar os desabrigados.
      A Plan Brasil, que trabalha nos municípios de São Luís, Codó e Timbiras, está trabalhando ativamente na área e com parcerias com a Defesa Civil em São Luís, e com a Secretaria de Assistência Social de Codó e de Timbiras. Ainda esta semana, a Plan comprará cestas de alimentação e kits de reposição de perdas e danos para os desabrigados atingidos pelas chuvas das áreas de Cidade Olímpica e Itaqui-Bacanga, onde a organização mantém seus projetos.
      Em Codó, a Plan também está desenvolvendo um Plano de Ajuda Humanitária e Convivência Pacífica, que inclui a compra e distribuição de 500 kits de emergência (cestas básicas, roupas, brinquedos e móveis), e a realização de oficinas com crianças, jovens e adultos que estão em alojamentos, para a promoção de técnicas de higiene e saúde, além de princípios de convivência pacífica nestes ambientes.

      Notícias | Plan Brasil

      Chuvas

      Norte e Nordeste sofrem com as enchentes

      5 de maio de 2009
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      Já passa de 600.000 o número de pessoas afetadas pelas enchentes no Norte e Nordeste do país. Os estados mais atingidos pelas fortes chuvas são Maranhão, Piauí Ceará, Bahia, Pará e Amazonas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta terça-feira o Maranhão e o Piauí para sobrevoar as áreas mais atingidas.

      O Maranhão tem 52 cidades em estado de emergência. Após sobrevoá-las ao lado da governadora Roseana Sarney, Lula disse que vai liberar dinheiro para ajudar a região, mas exigiu do governo estadual projetos "muito bem realizados". "Não adianta ter dinheiro se não tem projeto; o projeto é essencial para se conseguir o dinheiro", disse Lula. O Ministério da Saúde autorizou o envio ainda esta semana de um carregamento com 265.000 unidades de 15 tipos de medicamentos e insumos ao estado.

      No Piauí, as aulas foram suspensas na capital Teresina por causa das enchentes e o prefeito Sílvio Mendes (PSDB) decretou ponto facultativo aos funcionários do município. Com a medida, a prefeitura espera evitar congestionamentos e transtornos causados pelos alagamentos. Há pelo menos 36.000 pessoas afetadas pelas chuvas em todo o estado.

      Na Bahia, três pessoas morreram na capital Salvador após um deslizamento de terra provocado pelas chuvas. Segundo a Defesa Civil, três imóveis desabaram no bairro de Pirajá. A chuva também provocou a queda de uma árvore, que atingiu dois ônibus e um carro. No Ceará há mais de 26.000 pessoas desalojadas. As chuvas na região já duram um mês e causaram, até o momento, sete mortes. Em todo o estado há 165.000 pessoas atingidas pelas chuvas, que atingem 134 municípios, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
      Norte - No Pará, as regiões mais atingidas pelas cheia são o baixo Amazonas e Tapajós, onde o nível do rio já está a 8,5 metros acima do. Segundo a Defesa Civil Estadual, pelo menos 32.000 pessoas foram afetadas pelas enchentes e ao menos 1.000 estão desalojadas. Há 28 municípios em estado de emergência. No Amazonas, o tradicional Festival Folclórico de Parintins corre o risco de não ser realizado nos últimos dias de junho por conta da enchente que já atinge bairros próximos ao Bumbódromo.

      A Defesa Civil Estadual estima que cerca de 30.000 pessoas que moram na zona oeste de Parintins, a 325 quilômetros de Manaus, podem ficar completamente isoladas do centro. No município, foram cadastradas 2.000 famílias desalojadas. De acordo com o secretário de governo do Estado, José Melo, contudo, o município que mais preocupa é Anamã, a 168 quilômetros da capital. "O município está submerso porque foi construído dentro de um vale, as pessoas estão todas ilhadas nos poucos lugares mais altos", afirmou.

      (Com Agência Estado)

      terça-feira, 12 de maio de 2009

      Dana Social

      Doação de resíduos para o Aterro Santa Tecla

      Inclusão coletiva através da doação de resíduos recicláveis
      Doação acontece desde 2001
      Imagem: Marcos Massa

      O lugar é árido. Um Aterro de lixo sempre é um quadro triste de se ver e faz pensar nos desperdícios que cometemos no nosso dia-a-dia. O Aterro Municipal Santa Tecla, em Gravataí, não é diferente. Mas a profusão de sorrisos que se encontra lá é tamanha que é impossível não se emocionar e sorrir de volta.
      São dois galpões de reciclagem que sustentam 46 famílias de Gravataí, que vivem da triagem do lixo. A Dana doa para este Galpão os resíduos recicláveis de papelão, plástico e vidro gerados na empresa. No caso dos plásticos e papelões, a geração de resíduos, em 2007, foi de 90 toneladas de papel, 89 de plásticos e 800 Kg de vidro – 80% deste material é doado para as usinas de reciclagem do município de Gravataí.
      O objetivo é que os catadores de lixo promovam uma reciclagem em nível comercial dentro dos galpões de reciclagem localizados dentro do aterro Sanitário Municipal Santa Tecla, em Gravataí. A ideia é evitar que eles retornem ao aterro para fazer coletas manuais, como era feito antes destes projetos sociais. Outro objetivo desta ação é fortalecer a implantação da coleta seletiva em Gravataí.

      > Leia mais

      Gelson acha fundamentais as doações da Dana
      Imagem: Marcos Massa

      A Dana faz esta doação desde 2001, e as cargas chegam diariamente ao Aterro. Rosângela Maria de Aguiar Gomes, bióloga responsável pelas atividades do Aterro desde 2000, afirmou que a importância destas doações é vital. “O plástico, papelão e vidro que vêm da Dana é muito importante para estas famílias – é um material rico, que vêm limpo e separado para que eles façam a triagem. Sem ele, o Aterro não funcionaria tão bem, com certeza”, disse a bióloga.
      No primeiro galpão, trabalham os componentes da Associação de Catadores Santa Tecla. O presidente da Associação, Gelson da Silva, trabalha no Aterro desde 96 e, antes disso, era catador de rua. Em 1996, ele resolveu organizar sua gente e criar a Associação que, ele mesmo define, é uma grande família. “As doações da Dana ajudaram – e muito – a estabilizar a situação da Associação e são muito importantes porque representam o sustento para as 25 famílias das pessoas que trabalham aqui”, relata. Gelson começa a trabalhar todos os dias às 8h30min, e quase não pára até às 17h. Sua esposa, Rosa Muniz da Silva, com quem é casado há 10 anos, trabalha com ele e eles têm uma filha de 2 anos, Rosa.

      Noeli e Débora: mãe e filha unidas
      Imagem: Marcos Massa

      Noeli Martins da Silva conhece bem a história desta Associação – ela trabalha desde 1983 no Aterro, muito antes dela ser criada por Gelson. Nascida em Porto Alegre, com 8 irmãos, ela trabalhou deste criança na roça, já que a família morava num sítio, trabalhando como caseiros. Plantavam mandioca, aipim, batata doce. Tempo pra estudar não havia. Mudou-se para Gravataí já adulta, e começou a trabalhar como catadora de lixo no Aterro porque achava que o serviço seria mais leve do que o da roça. Chegava de manhã, catava lixo o dia todo, e vendia-o no final do dia. “Eu amo o que eu faço, de todo o coração. Sinto que, fazendo isso, posso viver melhor. É do lixo que eu sobrevivo, e não tenho vergonha de dizer isso. Sobrevivo e ainda ajudo a sociedade e o meio ambiente”, diz. Ela gosta tanto do trabalho que incentivou sua filha, Fátima Aparecida, de 24 anos, a trabalhar com ela.
      Fátima trabalha no Aterro desde o começo deste ano. Ela mora em Gravataí com o marido, Daniel, com quem é casada há 8 anos, e está esperando seu primeiro filho. “Eu estava desempregada até o início do ano e estou gostando muito de trabalhar aqui. Além disso, fico junto da minha mãe e ajudo meu marido a aumentar nossa renda familiar”.

      Força e união
      Cassius busca parcerias para os catadores
      Imagem: Marcos Massa

      No segundo Galpão de Reciclagem do Aterro Santa Tecla, trabalham os funcionários da Associação ATRACAR – Associação de trabalhadores de ofícios vários, carroceiros e catadores de materiais recicláveis do Aterro de Gravataí. Além do material doado pela Dana, eles também trabalham com o material recolhido pela Prefeitura de Gravataí na Coleta Seletiva da cidade. A Associação existe desde 96, com a preocupação de reduzir os intermediários entre os catadores e as pessoas para quem vendem os resíduos – e, assim, aumentar os ganhos dos catadores.
      Cassius de Oliveira, Coordenador do Grupo, diz que, hoje, a renda dos catadores desta Associação aumentou em até 400%. Ao todo, 21 pessoas trabalham ali, e mais 33 trabalham como catadores na rua. “Somos organizados. Buscamos parcerias, com grandes empresas e com a Prefeitura e, assim, crescemos juntos. A parceria com a Dana é vital pois, além de nos gerar recursos para trabalharmos mais, nos serve como credencial na hora de sugerir outras parcerias com empresas”, afirma.

      Cristina cuida da parte administrativa
      Imagem: Marcos Massa

      Ana Cristina Santos Jorge de Oliveira é casada com Cassius e trabalha no Aterro há 4 anos com ele. Cristina faz todo tipo de serviço administrativo para a Associação e mora em Gravataí. Quando começou a trabalhar no Aterro, fazia a triagem de resíduos recicláveis e logo aprendeu as diferentes classificações de materiais. Há 2 anos, quando engravidou, passou a ser Coordenadora de Produção. A responsabilidade aumentou, mas ela se sente feliz por fazer algo por sua gente. “Existe muito preconceito, as pessoas acham que somos lixeiros, mas o que queremos é mostrar que esse é um serviço tão digno como qualquer outro”. Cristina tem 4 filhos: Alisson, de 12 anos, Camila, de 7, Flávia, de 8 e Antônio, de 2, e quer dar oportunidades para que eles cresçam na vida, através do estudo. Ela trabalhava como faxineira para sustentar as crianças mas, agora, sente que está no lugar certo. “Me sinto bem fazendo o meu trabalho, acho que contribuo para um mundo melhor para os meus filhos”, diz.

      Tânia trabalha há 20 anos com reciclagem
      Imagem: Marcos Massa

      Outra ‘mãezona’ é Tânia Maria Cardoso, que trabalhou uma vida toda como catadora para sustentar sua família. Ela nasceu em Passo Fundo, interior do Estado, mas veio para Porto Alegre na perspectiva de encontrar um bom emprego, já com 2 filhos, André (que hoje tem 29 anos), e Alex (de 27) – e grávida de Anelise, hoje com 25 anos. Chegando na Capital, a única alternativa encontrada por ela e pelo marido foi a de trabalhar como catadores de lixo, usando um carrinho de mão. Tânia levava os filhos consigo. Estudou até a 4ª. Série do Ensino Fundamental, trabalhou como faxineira e, há 25 anos atrás, começou a catar lixo no bairro onde morava, em Ipanema.
      Trabalhava o dia todo caminhando pela cidade, e diz que enfrentou muita discriminação. “Antigamente, era pior. As mulheres catadoras eram vistas como ladras, prostitutas e, os homens, como bêbados e ladrões. O que as pessoas não sabiam é da importância deste trabalho para a sociedade. A gente sempre limpou a cidade”, explica. Trabalhando como catadora, Tânia conseguiu criar todos os seus 7 filhos e foi também uma das fundadoras da FARGS (Fundações Auto-Gestionadas de Materiais Recicláveis do Rio Grande do Sul), quando ainda trabalhava em um Galpão de Reciclagem no bairro Cavalhada. Hoje, ela mora em Gravataí e trabalha há 4 meses no Galpão do Aterro Santa Tecla, junto do marido Rogério. “Trabalho na triagem, e trabalho com isso porque gosto. Sei da importância do que faço e acho que os catadores ainda tem muito a conquistar em reconhecimento, por isso, trabalho com alegria e muito realizada”.

      Ivonete: alegria e vaidade
      Imagem: Marcos Massa

      Alegria é também a marca registrada de Ivonete Cristiane Borges da Silva, que trabalha há 3 anos no Galpão. Vaidosa, de unhas pintadas e trancinhas no cabelo, Ivonete está sempre cantando, sorrindo e encantando com sua alegria genuína.
      Aos 32 anos, ela trabalhou como doméstica e mudou-se para Gravataí com o marido, Ademir, com quem é casada há 3 anos. Ivonete voltou a estudar neste ano – está cursando a 5ª. Série do Ensino Fundamental – e diz que é chamada de “patricinha” pelo marido brincalhão. “Eu estou sempre alegre porque não gosto de gente que está sempre de cara amarrada. Lutei muito contra o meu próprio preconceito em relação à minha profissão, e hoje sou muito feliz trabalhando no Galpão. Nos primeiros dias, saía do trabalho com o estômago revoltado e tinha vergonha do que fazia. Hoje, tenho orgulho”, conclui, categórica.

      • Imagens

      Paisagem (e realidade) áridas: Aterro Municipal de Santa Tecla, em Gravataí (foto: Marcos Massa)Noeli e Débora: duas gerações de catadoras (foto: Marcos Massa)A alegria das catadoras da Associação Santa Tecla é contagiante (foto: Marcos Massa)Vista do Galpão de Reciclagem da Associação dos Catadores de Santa Tecla (foto: Marcos Massa) (foto: Marcos Massa)Depois de passar pela triagem, o material é prensado para que possa ser vendido (foto: Marcos Massa)
      Cor em meio à paisagem árida (foto: Marcos Massa)O papel também é prensado para ser vendido (foto: Marcos Massa)Depois de ser prensado, o material fica depositado no próprio Galpão (foto: Marcos Massa)
      Débora: trabalhando e fazendo planos para sua filha, que nascerá daqui a alguns meses (foto: Marcos Massa)Noeli e Débora: mãe e filha na mesma profissão, com boa-vontade de sobra (foto: Marcos Massa)O material, já triado, pronto para a venda (foto: Marcos Massa)
      A ATRACAR reúne mais de 20 funcionários no segundo Galpão de Reciclagem do Aterro Santa Tecla (foto: Marcos Massa)Desde seu surgimento, a Associação aumentou os luvros dos catadores em até 400% (foto: Marcos Massa)Vista dos trabalhadores da ATRACAR: organização e união são as palavras-chave (foto: Marcos Massa)

      Depois de separados, os resíduos são armazenados e vão para as prensas (no canto direito superior da foto) (foto: Marcos Massa)Rogério e Ivonete, trabalhando sempre juntos para que todos possam crescer (foto: Marcos Massa)Ivonete, a 'patricinha' do Galpão: vaidade e alegria de viver são suas marcas registradas (foto: Marcos Massa)
      Os trabalhadores dos dois Galpões reunidos: a união faz a força (foto: Marcos Massa)

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